49% dos brasileiros preferem poupar p/ férias do que p/ aposentadoria

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Atualizado em 22/02/2013

O pessoal do HSBC me mandou essa pesquisa. Achei bem interessante, principalmente quando ela trata da preferência do brasileiro em poupar para viajar. Veja!

Brasileiro acredita que aposentadoria vai durar 23 anos, mas que dinheiro acaba 11 anos antes do previsto

·        Pesquisa global do HSBC ouviu 15 mil pessoas no mundo, sendo mais de mil no Brasil
·        Somente 38% dos brasileiros poupam regularmente
·        49% dos brasileiros preferem poupar para férias do que para aposentadoria
·        Planejamento financeiro formal ou informal levou 42% dos entrevistados a poupar mais

Ao contrário do que se imagina, o brasileiro começa a economizar para a aposentadoria quatro anos antes da média mundial. No entanto, essa constatação esconde o fato de que quase dois terços (64%) dos entrevistados nunca poupou para a aposentadoria. Essas são algumas das conclusões de um estudo global sobre o futuro da aposentadoria, realizado pelo HSBC com 15 mil pessoas em 15 países, sendo mais de mil entrevistados no Brasil.

O estudo “O Futuro da Aposentadoria – Uma Nova Realidade”, divulgado hoje, reúne informações inéditas sobre o hábito de poupar e a falta de planejamento dos brasileiros para a aposentadoria:

·        Os brasileiros acreditam que a aposentadoria durará 23 anos, mas que suas economias acabam em apenas 12 anos, ou seja, 11 anos antes do previsto.

·        Se o brasileiro tivesse que escolher poupar para as férias ou guardar o dinheiro para a aposentadoria, a maioria dos entrevistados escolheria economizar para as férias (49%).

·        Dos brasileiros entrevistados, aproximadamente 59% julgam inadequada sua preparação para a aposentadoria: a maior parte (41%) admite não fazer o suficiente e uma parcela razoável (19%), na verdade, nem está se preparando.

·        No Brasil apenas 38% são poupadores regulares, e dentre os que nunca pouparam para a aposentadoria, 42% dizem que não o fazem por causa do alto custo de vida. 24% revelaram nunca terem pensado no tema.

SAÍDA ESTÁ NO PLANEJAMENTO FINANCEIRO

A pesquisa mostrou também que o planejamento financeiro e a consultoria profissional têm efeito positivo sobre os níveis de poupança para a aposentadoria. 42% revelaram que pouparam mais a partir do momento em que começaram a se planejar formal ou informalmente. Entre aqueles que tiveram assessoria profissional, esse número chegou a 58%.
“Esses números revelam que a organização e a disciplina associadas ao planejamento já são um grande fator de impulso para uma aposentadoria com maior disponibilidade. Quando o planejamento é assistido os resultados são ainda melhores”, afirma Gilberto Poso, superintendente-executivo de Gestão de Patrimônio do HSBC.

O brasileiro, no entanto, não está sozinho nesta falta de planejamento para a aposentadoria. Segundo o estudo do HSBC, quase metade dos entrevistados em 15 países está despreparada para enfrentar esse período da vida. Alguns dos países com maior renda no mundo são os menos preocupados com a aposentadoria, como o Reino Unido, a França, o Canadá e a Austrália.

Como no resto do mundo, quando se aposentarem, 51% dos brasileiros querem passar mais tempo com a família e os amigos e 50% deles pretende viajar. Quando perguntados sobre seus receios na aposentadoria, as principais preocupações dos entrevistados foram ter condição para pagar assistência médica e as dificuldades financeiras. Parte dos respondentes também está preocupada em ter problemas de saúde.  A pesquisa mostrou ainda que os brasileiros acreditam que poderão viver confortavelmente durante a aposentadoria com o equivalente a 70% da sua renda atual.

No Brasil, 37% consideram a previdência pública como uma importante fonte de renda na aposentadoria. Mesmo levando em conta outros recursos, os entrevistados consideram o apoio do Estado em elevada proporção (31) na composição de sua renda.

O principal motivo que leva 45% dos brasileiros a poupar para a aposentadoria é o receio de dificuldades financeiras. Embora não tão expressivo (22%), mas também importante, destaca-se a percepção de uma baixa qualidade de vida sobre familiares já aposentados.

Fonte: HSBC

Aposentadoria HSBC



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