Sua visita ao cemitério da Recoleta nunca mais será a mesma!

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Atualizado em 08/11/2019

Bem, quer dizer, esta constatação fica ainda mais séria se você gosta de histórias e arte. O Cemitério Recoleta é um museu a céu aberto!

Bem, quer dizer, esta constatação fica ainda mais séria se você gosta de histórias (de fantasmas também) e arte.

O Cemitério da Recoleta é um museu a céu aberto. Dá para passar o dia todo apreciando as fachadas dos túmulos, com suas esculturas de anjos e se contorcer entre os vidros para avaliar a decoração dos altares em cima dos caixões. Eu acho isso interessante porque é uma forma de ver como os túmulos, de diferentes épocas, foram mudando conforme o tempo.

Passear pelo cemitério é legal conhecendo as histórias. Quando você for por lá, evidente que o corredor onde fica o túmulo da Evita estará lotado. Ela é a maior celebridade do lugar com certeza, mas para o bem da verdade é um dos túmulos mais simplesinhos. A história por trás do calvário do corpo de Evita é que é interessante. Vou tentar resumir um pouco:

Evita Perón faleceu no dia 26 de julho de 1952 graça a um violento câncer de útero. Após a sua morte, ela foi embalsamada e seu corpo ficou exposto, recebendo visitas da população que lamentava a morte do ícone do populismo argentino. O corpo ficou exposto até 1955 quando os militares derrubaram Peron, esposo de Evita, e assumiram o poder. Para o corpo de Evita não virar um símbolo contra a queda de Peron, os militares a roubaram e então se iniciou uma via sacra.

Um militar foi incumbido de sepultá-la secretamente, mas ele ficou andando com o corpo de Evita dentro de um furgão por Buenos Aires durante dias (dizem que ele se apaixonou pelo corpo). Depois que este boato começou a se espalhar, a população começou a se alarmar, pixando em muros frases como: Onde está o corpo de Evita? Pressionados, os militares começaram a “Operação Traslado”, que levou o corpo dela a Itália e a enterrou com o nome de “Maria Maggis de Maggistris”.

O corpo só voltou para a Argentina em 1976 para ser enterrado no túmulo da família Duarte, família de Evita, no cemitério da Recoleta.

Cemitério Recoleta

Túmulo da Evita

Vai dizer que você não fica de cabelo em pé? Agora a parte mais sombria é que todo esse vai e vem do corpo de Evita embalsamado acarretou em alguns problemas e, ao voltar para a Argentina, ela não tinha mais o nariz e nem os dedos do pé.

Falando em coisas sombrias, há outros túmulos muito interessantes que você precisa visitar no Cemitério da Recoleta.

O túmulo de Rufina Cambaceres é bastante emocionante. A garota de apenas 19 anos morreu em 1902. A historia oficial conta que sua mãe a levaria para uma festa e quando foi busca-la a encontrou morta no chão. Mas, há o boato de que a garota descobriu que sua mãe tinha um caso com seu noivo, teve um treco e caiu dura no chão. Ela foi enterrada no Recoleta, mas no dia seguinte os coveiros encontraram o caixão quebrado e o abriram. A descoberta: Ela estava virada de lado e o caixão todo arranhado. Alegaram depois que ela sofria de catalepsia, pois seria a única explicação possível. Desde então ela é conhecida como a garota que morreu duas vezes e, dizem, passeia a noite pelo cemitério na tentativa de fugir de lá.

Outro túmulo bastante visitado é o da jovem Liliana Crociati.  Primeiro por ser diferente dos outros túmulos, tendo uma inspiração mais gótica, segundo por chamar a atenção. A jovem morreu aos 26 anos durante a sua Lua de Mel na Áustria. Uma avalanche destruiu o quarto que ela dormia a matando na hora. O estranho é que neste exato momento, lá em Buenos Aires, falecia o seu cachorro Sabú. Em frente ao túmulo dela está uma estátua da menina em tamanho real ao lado do seu melhor amigo que também foi enterrado ali.

Cemitério Recoleta

Túmulo da jovem Liliana Crociati e seu cachorro Sabu

Ainda há um enorme monumento verde que chama a atenção dos que passam ao redor. Ali estão os restos mortais de Eliza Brown, que representa uma triste história de amor. A garota era filha do famoso Almirante Brown e aguardava a espera do noivo, Francis Drummond, que lutava na Guerra da Cisplatina. No entanto, ele acabou tombando na guerra. A jovem Eliza não aguentou a notícia e, vestida com o vestido de noiva que havia encomendado para o seu casamento, se jogou no Mar del Plata e morreu afogada. Hoje seus restos estão expostos numa caixa de bronze, feita com um dos canhões das embarcações onde seu noivo lutou.

Cemitério Recoleta

Túmulo de Elisa Brown

Dá para ver que muitas histórias interessantes permeiam o cemitério. Por isso, a minha dica é fazer a visita guiada com algum dos funcionários do cemitério que ficam logo ali na entrada. O interessante é que todos os dias há uma visita guiada gratuita às 15h, ou seja, vale programar a visita neste horário para conhecer as histórias que estão por lá.

Cemitério Recoleta

Só faço uma ressalva sobre o cemitério. Eu passei quase a manhã toda por lá, então consegui andar por quase todos os seus corredores. A impressão que eu tive é que os túmulos que ficam próximos aos muros que separam o terreno da rua são bem abandonados. Talvez porque as pessoas não costumam chegar até ali, empolgados em ver os túmulos mais famosos. Eu sei que quem deve cuidar dos túmulos são os familiares e talvez por serem túmulos muitos antigos, não há mais quem cuide deles. Mas por ser um ponto turístico mega visitado, achei que o cemitério deveria cuidar mais daqueles túmulos. Afinal, olha a foto que eu tirei e veja se isso não causa uma péssima impressão?

Tirando isso, o passeio está super recomendado! Quando o fizer, não esqueça de contar para a gente como foi!

Denise Godinho para o ajanelalaranja.com

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1 comentário

  1. Bruno Maio 4 setembro, 2014 at 23:48 Responder

    Afinal, olha a foto que eu tirei e veja se isso não causa uma péssima impressão?

    Não entendi, fiquei muito tempo procurando e não vi nada de errado na foto.

    Alguém pode me explicar ?

    Quanto ao cemitério é muito bacana mesmo, tirei foto ao lado desse túmulo da menina e seu cachorro e nem sabia da história. Só agora anos depois fiquei sabendo graças ao post.

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