Festival de música e cultura no Brasil: 7 opções para ir em 2021

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Passar alguns dias em um festival de música pode ser uma experiência marcante para o resto da vida. É uma experiência inesquecível, onde rola o prazer de conhecer um lugar e pessoas novas, com boa música e a arte nas suas mais diversas formas, como a dança, teatro e artes visuais. 

E se a grana está curta, nada melhor do que pensar em alternativas econômicas viáveis em viagens no próprio país. Confira abaixo dicas para ir a festivais em 2021 que não pesam tanto no bolso em comparação a outros festivais internacionais. Assim você vai ter a oportunidade de ótimas vivências e boas histórias para contar.

Pira Rural – O lado rock da vida no campo 

A realização de bom festival de música por muitas vezes não está relacionada à quantidade de público presente. Na verdade, em alguns casos, até o oposto se aplica. O Pira Rural é um ótimo exemplo disso. Desde 2010, o Pira traz em sua essência uma ideia de reconexão com a natureza por meio da arte e compartilhamento de vivências. 

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Pira Rural. Crédito: Divulgação.

O festival é realizado em um sítio na cidade de Ibarama (RS), todos os anos no período da Páscoa, e possui um limite de público que gira em torno de 400 pessoas, de acordo com a organização de cada edição. 

O Pira consolidou uma reputação que se traduz pelo respeito às diferenças e às mais variadas formas de arte e expressão humana. Por isso vale a pena inclui-lo nos festivais para ir em 2021. O lugar é recheado de belezas naturais, como as duas cachoeiras que podem ser visitadas e outros importantes lugares que mostram como é a vivência no campo. A chamada Cascatinha é um desses ambientes especiais e tradicionalmente serve de palco para o show que marca o passo inicial de cada edição.  

Na área musical, o foco está na música autoral e nas propostas que possam fazer a conexão com os propósitos do Festival. O estilo varia – com bandas que vão desde o rock progressivo até a música regional. Dentre as muitas bandas que já tocaram no festival estão Xispa Divina (banda da casa), Bandinha Di Dá Dó, Rinoceronte, Cuscobayo, Quarto Sensorial, Caramurú e Julião.

Entre as atrações previstas para 2020, edição que foi cancelada em função da pandemia do coronavírus (atrações que possivelmente irão constar na lista para a próxima edição), estão Natural Dread, Renato Borghetti, Ultramen e Luciano Leães e The Big Chiefs. 

No local também são realizadas palestras, debates e oficinas de práticas voltadas ao meio rural. Por lá também rolam trilhas, meditação e visitas a outras propriedades rurais. 

Os alimentos e bebidas disponíveis refletem os hábitos da agricultura familiar. Todo tipo de alimentação colonial (milho, queijo, vinho, feijão, polenta, mandioca, etc.) e as bebidas da terra da Butique da Cana, são produzidas localmente.

No site oficial do evento é possível acompanhar as informações do festival. 

Psicodália – uma junção de estilos e muita arte 

O Festival Psicodália é como se fosse o “irmão mais velho” do Pira Rural. Isto porque ambos possuem similaridades nas suas propostas. Assim como o Pira, o Psicodália tem forte apelo na música independente e em diversas modalidades de artes

Apesar de ser voltado principalmente para o rock e suas vertentes como folk e rock progressivo/psicodélico, flerta com outros estilos, como jazzblues, clown music, hard rocksoul, música indiana e rock rural. No entanto, o público é bem superior: são cerca de 5 mil pessoas que se reúnem na fazenda Evaristo, localizada na estrada dos Bugres, no município de Rio Negrinho (SC). 

Pelos palcos do Psicodália já passaram artistas como Hermeto Pascoal, Alceu Valença, Tom Zé, Yamandú Costa, Wander Wildner, Os Mutantes, Almir Sater, Blues Etílicos, Di Melo, O Terço e muitos outros.   

O evento de música nasceu da proposta de um grupo de amigos em divulgar a música independente, em 2001. Essa ideia, mesmo que tenha atingido proporções maiores – unificando novos nomes a artistas conhecidos em âmbito nacional e internacional –  se mantém inalterada até hoje. 

Uma das principais premissas para as bandas participarem do evento é tocar composições próprias. De acordo com o site oficial do evento, a edição de 2021, prevista para ocorrer de 12 a 17 de fevereiro, está confirmada, mas é possível que ocorram mudanças de data em função da pandemia. 

MECAInhotim – efervescência no maior museu a céu aberto do mundo 

Outro dos festivais recomendados para você ir em 2021. Realizado no Instituto Inhotim, o maior museu a céu aberto do mundo, o MECAInhotim é um dos mais amplos festivais de cultura realizados no país. O local, situado na cidade de Brumadinho (MG), é sede de um dos mais importantes acervos da arte contemporânea no Brasil.  

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Meca Inhotim. Crédito: divulgação

O festival dura três dias e traz atrações em música, cultura e arte, com palestras, workshops e oficinas), market, galerias de arte e muito mais. Ao longo das quatro edições do evento já passaram Caetano Veloso, Elza Soares, Gilberto Gil e Jorge Ben Jor, e expoentes da música brasileira, como Pabllo Vittar, Rubel, Alice Caymmi, Baco Exu do Blues, Jaloo, Liniker, Mahmundi, Karol Conka, MC Tha e Duda Beat.

A data da edição de 2020 foi transferida para os dias 25 a 27 de junho de 2021, em função da pandemia do Coronavírus. Entre as atrações desta edição estão Milton Nascimento, Emicida, Johnny Hooker e Mariana Aydar. Outras informações podem ser obtidas no site do festival.


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João Rock – chacoalhando o interior de São Paulo 

Considerado o maior festival de Rock do Brasil, com um público superior a 65 mil pessoas na edição de 2019 – um recorde de público desde a primeira edição, em 2002, o João Rock representa o gênero na sua mais fina essência, ou seja, é voltado principalmente ao rock, rock alternativo, pop e heavy metal. 

Realizado anualmente em Ribeirão Preto (SP), no mês de julho, já recebeu grandes nomes da música nacional, como Charlie Brown Jr, Criolo, Pitty, Humberto Gessinger, Baiana System, Planet Hemp, CPM 22, Detonautas, Raimundos e Gabriel, o Pensador.

Somente em 2019, que ocorreu no Parque Permanente de Exposições, houve a apresentação de 23 bandas, totalizando cerca de 23 horas de shows simultâneos.  Dentre os destaques da programação, estão Pitty, Emicida, Mano Brown, Zeca Baleiro, Raimundos, dentre outros. 

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PicNik – uma cidade em movimento

Realizado anualmente no mês de julho em Goiânia (GO) ou Brasília (DF), o PicNik retrata as mais diversificadas expressões artísticas da região e é uma bela oportunidade de conhecer a cultura da região e os seus pontos turísticos. O festival é gratuito e explora a ideia de ocupação do espaço público local, para trazer uma série de iniciativas nas áreas da moda, arte, música, gastronomia e esportes. A finalidade é proporcionar uma interação positiva para públicos de todas as idades.  

Durante o PicNik, o público é incentivado a permanecer ao longo de todo o dia e – literalmente, tal como o nome sugere – realizar um piquenique, trazendo suas toalhas de mesa e alimentos. Ao longo do dia ocorrem apresentações de DJ´s e bandas locais. 

Uma das características é o incentivo a mais de cem pequenos produtores de arte, moda, decoração, plantinhas e de produtos orgânicos, que realizam exposições no local. Já o Flash Day Tattoo permite que o visitante faça uma tatuagem com arte feita pelos tatuadores mais reconhecidos de Goiás e artistas visuais do Distrito Federal.

Você pode conferir mais detalhes sobre o festival neste site.

Não vai ter Coca – contra a cultura massificada 

Mas se você já busca uma energia mais alternativa e com custos acessíveis uma excelente opção é o festival de música Não Vai Ter Coca.  O evento investe na difusão de manifestações culturais que não fazem parte da cultura de massa, com o propósito de mostrar a qualidade do trabalho de bandas com conteúdo autoral independente e formar novos públicos. Se essa é sua praia, não deixe de colocar a opção entre os festivais para ir em 2021. 

Não vai ter Coca. Crédito: Divulgação.

O Não Vai Ter Coca ocorre anualmente no feriado de Corpus Christi, em junho, no sítio Vó Rosa, localizado na cidade de Brusque (SC). O evento existe desde 2012 e conta com um público de aproximadamente 500 pessoas. 

O evento visa trazer uma experiência coletiva através por meio de diferentes perspectivas da arte e da cultura. Isso inclui shows de bandas autorais e diversos tipos de intervenções artísticas, além de oficinas, cinema, teatro, karaokê, comida caseira, área de camping, riacho e lagoas. 

A estrutura do festival é bastante ampla, com um vasto espaço de acampamento e um galpão com capacidade para 500 pessoas.  No local existe um engenho movido a roda d’água com mais de 100 anos. 

Mais detalhes sobre as próximas edições do festival serão divulgadas nas páginas oficiais do facebook (@FestivalNaoVaiTerCoca) e do instagram (@naovaitercoca). 

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Universo Paralello – festival de música eletrônica em um cenário paradisíaco 

Por fim, o Universo Paralello é uma dica imperdível para os amantes da música eletrônica e suas vertentes. O evento reúne cerca de 20 mil pessoas e ocorre tradicionalmente ao longo de sete dias, entre o final de dezembro e início de janeiro, na Praia de Pratigi, em Ituberá (BA). Essa região é cercada pela exuberância da Mata Atlântica, com uma vasta quantidade de praias, cachoeiras e rios, alguns praticamente intocados.   

Apesar de ser focado na música eletrônica, o festival é aberto a outros gêneros musicais. Na última edição que comemorou 20 anos ocorreu um show especial com Caetano Veloso. Nessa edição, os DJ´s se dividiram em sete palcos com atrações musicais de estilos diferentes, muitas vezes de forma concomitante. 

A edição de 2021-2022 já está agendada e deve ocorrer entre os dias 27 de dezembro e 3 de janeiro. Mais informações sobre o festival podem ser acessadas por meio deste site

 



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