Into the Wild: ônibus famoso pelo livro e filme, é removido no Alasca

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Into the Wild! O ônibus que estava localizado na Trilha Stampede, no Alasca, ponto que já atraiu milhares de curiosos, aventureiros e fãs da história de Christopher McCandless, foi removido na segunda semana deste mês de junho.

A história ganhou um livro, em 1998, escrito pelo jornalista Jon Krakauer, e uma adaptação para o cinema, em 2007. Após muitos se perderem e até mesmo morreram na tentativa de reproduzir os passos de Chirstopher, as autoridades locais decidiram pela retirada do ônibus.

Into the wild

Mas o que esse ônibus tinha de tão especial? Por que viajantes se colocam em risco para fazer a Trilha Stampede? E afinal de contas, quem foi Christopher McCandless? Acompanhe e entenda a história!

Into the Wild! Uma história sobre liberdade

Essa narrativa começa em 1990. Foi naquele ano que o recém-formado na Universidade Emory, em Atlanta, na Geórgia, Christopher McCandless resolveu deixar sua vida de classe média alta para trás. Especializado em história e antropologia, ele guardou o diploma e foi em busca de ver um pouco mais de mundo, com pouquíssimo dinheiro e quase nada de equipamentos.

Antes de pegar a estrada, McCandless pegou cerca de 24 mil dólares que tinha na própria conta bancária e fez doações para diferentes instituições de caridade que prestavam serviço na região. Após o feito, ele partiu sem avisar ninguém, nem mesmo a família. O jovem já era conhecido pelo seu espírito aventureiro, mas dessa vez, ele estava prestes a experienciar algo que mudaria sua vida para sempre, e inclusive, daria fim a ela.

Naquela época, McCandless se questionava, se incomodava e não concordava com o andamento das questões que envolvem uma civilização. Ele sentia raiva da mentalidade da maioria das pessoas que se comportavam como egoístas e também criticava o materialismo impregnado na sociedade. Ele não queria fazer parte daquilo, mas também não conseguia praticar algo para modificar aquela sociedade. Asim, foi por causa disso que a viagem dele começou.

Assim, ele pegou o próprio carro, um Datsun amerelo, equipou-se de poucos apetrechos e seguiu. Mas a aventura no Datsun não durou muito tempo. O carro estragou perto do Lago Meade, no Vale Detrital, local onde o jovem abandou o veículo. McCandless abraçou o ocorrido como um sinal para se desapegar cada vez mais das coisas e seguir em busca de seu propósito. Neste ato, ele deixou quase todos os pertences (que já eram poucos) no carro e também queimou o pouco de dinheiro que ainda tinha. Optou por seguir a pé e pedir carona na estrada.

A vida de andarilho de Christopher adotou

A partir daquele momento, ele inventou outro nome: Alexander Supertramp. Era assim que ele se apresentava para quem o abordava no caminho. A ideia era seguir em direção ao Oeste, com pequenas paradas, até que se chegasse na Trilha Stampede.

Há dois anos peregrinando, McCandless só mandou cartas esporádicas para a irmã, Carine McCandless, mas sem comunicar seu real endereço, pois nem ele sabia ao certo. Autoridades até tentaram rastrear o paradeiro dele, mas as tentativas foram em vão e ele continuou com a viagem. O jovem fez pequenas paradas por alguns sítios, fez amizade com os donos destes locais e também com outros apaixonados pela estrada. Antes de chegar finalmente na Trilha Stampede, ele passou por: Carthage, Bullhead City, Las Vegas, Orick, Salton City, desceu um rio no Colorado, entre outros.

Também de carona, McCandless (que naquele momento já era Alex), foi deixado no Parque Nacional Denail, para que seguisse sua caminhada pela Triplha Stampede, no interior do Alasca. Ele tinha a pretensão de passar alguns meses enfurnado na floresta. Como mantimento, ele levou apenas um saco de cinco quilos de arroz.

Into the Wild. Os últimos passos de sua impressionante aventura

Into the wild

De acordo com relato de pessoas que lhe deram carona, inclusive seu último contato, acredita-se que o jovem tenha adentrado a floresta em uma quinta-feira do mês de abril. McCandless peregrinou a Trilha Stampede, até que encontrou um ônibus no meio do nada. O veículo tinha o número 142 e pertencia ao Sistema Municipal de Trânsito de Fairbanks. Assim, o aventureiro fez do ônibus a própria casa. Saía do veículo para explorar bosques, caçar e observar a natureza. Aos arredores, fazia comida. Na parte de dentro, o jovem tinha um abrigo para descansar.

McCandless manteve um diário, com 113 dias no total. Ele escrevia na contracapa de livros e também pelas paredes do ônibus. Em um dos escritos, ele registrou a seguinte frase: “Sem jamais ter de voltar a ser envenenado pela civilização, foge e caminha sozinho pela terra para se perder na floresta”. E logo nas primeiras páginas de seu diário constava: “Tive uma vida feliz, e agradeço ao Senhor. Adeus e que Deus voz abençoe a todos”.

A jornada de McCandless teve fim entre os meses de julho e agosto daquele ano, estima-se. McCandless chegou até o Rio Teklanika, mas como a corredeira era forte demais e com alto nível por conta das fortes chuvas e do derretimento das geleiras, ele optou por voltar e permanecer no ônibus. Ele já estava muito fraco, pois o arroz já havia acabado e ele só se alimentava de bagas que encontrava na natureza, pequenos animais que conseguia capturar e sementes.

A morte de um homem e o nascimento de uma lenda

No dia seis de setembro de 1992, portanto, o corpo de McCandless foi encontrado por dois viajantes que estavam percorrendo o caminho da Trilha Stampede, juntamente com um grupo de caçadores de alce. Eles se depararam com a seguinte mensagem na porta do ônibus 142:

“S.O.S. Preciso de ajuda. Estou aleijado, quase morto e fraco demais para sair daqui. Estou totalmente só, não estou brincando. Pelo Amor de Deus, por favor, tentem me salvar. Estou lá fora apanhando frutas nas proximidades e devo voltar esta noite. Obrigado, Chirs McCandless”. Naquele momento, o jovem já estava morto há cerca de duas semanas. O corpo dele estava em decomposição, dentro do veículo, embrulhado em um saco de dormir.

Após os viajantes relatarem o ocorrido para as autoridades, tomou-se conhecimento de que aquele era de fato o jovem que havia saído de casa sozinho, há cerca de dois anos, sem avisar ninguém. Como causa da morte, portanto, as perícias apontaram inanição, mas muitos acreditam que ele foi a óbito, por ter ingerido sementes de batata selvagem (hedysarum alpinum), pois ele conta sobre elas em seus registros no diário. Mas após a passagem dos anos, a tese tem perdido força, pois estudos comprovaram que a semente não foi responsável pela morte, mas que talvez o mofo que se encontrava nelas, possa ter tido de fato alguma influência.

Into the wild

Into the Wild: o livro

A história de Christopher McCandless ganhou repercussão mundial, a partir da documentação do jornalista estadunidense Jon Krakaeur, publicado em 1996. O profissional da imprensa se tornou um fascinado pela jornada de McCandless. Quando o corpo do aventureiro foi encontrado, Krakaeur ganhou a difícil missão de escrever um artigo sobre a vida do viajante, para ser publicado na revista Outside. Conforme ia tomando nota sobre os caminhos percorridos por McCandless e os motivos que o levaram a encarar a perigosa Trilha Stampede, com quase nenhum recurso, o jornalista se interessava pelo modo como McCandless enxergava a vida, e em tantos pontos, também se identificava com ele, principalmente nas questões de rebeldia e crítica à sociedade.

Assim, ele reuniu todos os escritos, percorreu todos os locais que o jovem passou, fez uma série de entrevistas. Após muita pesquisa, apuração dos fatos e coleta de material, Krakaeur deu vida ao livro Into the Wild. O exemplar tem 224 páginas e atingiu milhares de cópias vendidas.

 

 

Into the Wild no cinema

Em 2007, a história foi adaptada para o cinema, com roteiro, produção e direção do ator e diretor norte-americano Sean Penn. O longa tem duração de 148 minutos. No Brasil, o filme foi lançado em outubro de 2007. A trilha sonora contou com uma super produção do músico Eddie Vedder, vocalista da banda norte-americana Peral Jam. O álbum foi o primeiro trabalho solo do artista e alcançou aproximadamente 39 mil cópias vendidas, apenas na primeira semana. Em um ano (desde o lançamento do filme até 2008), o álbum conquistou números ainda mais expressivos: cerca de 205.363 cópias vendidas.

Ficou curioso e quer conferir a história de McCandless? Então temos uma boa notícia: Into the Wild (Na Natureza Selvagem) está disponível na Netflix. E caso você não tenha acesso, não tem problema. O filme também está disponível no YouTube (tem dublado e também tem com legenda).

Confira! Vai valer a pena!

Para curtir: clique e confira cada uma das faixas que embalaram o filme Into the Wild.

Setting Forth

No Ceiling

Far Behind

Rise

Long Nights

Toulumne

Hard Sun

Society

The Wolf

End Of The Road

Guaranteed

Guaranteed (Humming Version)

No More

Photographs

Here’s To The State (live)

No More (live)

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