Show do Queen, auditório do Ibirapuera 16/09/15

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Em 1982 e em 1985, nas duas vezes que o Queen veio ao Brasil eu não pude ir aos shows por falta de autorização dos meus pais e fazia sentido afinal eu era uma criança pré adolescente querendo me meter no meio de cabeludos que fumavam maconha e cheiravam éter. Depois disso o Queen nunca mais voltou ao Brasil. Nesta última quarta-feira, quando entrei dentro do Ginásio do Ibirapuera, o pré adolescente dentro de mim acordou e antes do show começar já me sentia realizado e grato por estar lá. Os ingressos que consegui foram na pista, então o “meu pré- adolescente” me levou para perto do palco, ao lado de uma passarela feita para os astros se aproximarem da platéia. Não houve nem 1 minuto de atraso, os britânicos entraram no palco às 22:00 como estava anunciado.
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Um grande pano cai , e o riff de guitarra de ONE VISION rasgou o ginásio do Ibirapuera, lá estava Bryan May, há 20 metros de mim, começando o que considero uma apresentação maravilhosa de um dos maiores guitarristas da história. O cara, até hoje toca muito, inclusive na coletiva de imprensa que deu há uma semana atrás para o Rock In Rio, ele afirmou que estava tocando ainda melhor do que em 1985 no primeiro Rock n Rio, e é verdade. Todas as frases e solos que o cara executa e improvisa embelezam as lindas canções do Queen . A energia da bateria de Roger estava lá, bumbo gordo, caixa grave, cabelos e barbas brancas. Eram esses dois que eu mirava, mas durou pouco pois o Jovem Adan Lambert de 33 anos, novo vocalista da banda é dá pá virada. O cara é bonito, canta muito, tem muita atitude e o melhor de tudo, não imita o Freddy Mercury , nem no timbre da voz, nem nas inflexões vocais nem no visual. É um artista com coragem e se propondo a dar voz, `as frases e melodias imortalizadas por Freddy. Eu já estava “tirando o chapéu “ para o menino e o fiz de vez quando ele falou para platéia, “ eu não sei o que estou fazendo aqui nesse palco com essas duas lendas “

O show seguiu, foram 2 horas de Rock and Roll de primeira, tecnologia visual , uma banda acompanhante sensacional e um setlist recheado de hits que até hoje habitam as nossas rádios e memórias. Brian May chorou no palco quando tocou e cantou junto com a platéia “Love of my Life” e disse “ essa música é o Freddy e é o Brasil “ vocês a eternizaram , cantando conosco em 1985 no Rock in Rio.

Um espetáculo à altura de tudo que o Queen fez até então. Demorei para dormir, o adolescente dentro de mim não queria pegar no sono pois pensava sem parar em ser guitarrista.

Dani Turcheto, sambista paulistano



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