Um final de semana em um veleiro em Paraty

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Atualizado em 18/08/2018

Hoje vou te contar como é passar um final de semana em um veleiro em Paraty, no Rio de Janeiro. Se você estiver pensando em passar um tempo com a família, em casal ou com os amigos de um jeito bem diferente e divertido, esse post é para vocês.

Combine com quem vai, feche o número certo de pessoas e escolha a melhor opção de veleiro com o pessoal da Wind Charter.

Depois de escolher a melhor opção de veleiro, você vai receber todas as informações e orientações necessárias.

Algumas das dicas mais importantes eu adianto aqui para te ajudar no planejamento.

Para quem não sabe, Paraty está a 300 km de São Paulo, 250 km da cidade do Rio de Janeiro e perto do Vale do Paraíba.

A primeira dica é que você pode chegar na marina em Paraty no final de tarde de sexta-feira e dormir no veleiro ancorado na marina.

Veja só como isso é legal. Você vai aproveitar o melhor de Paraty. Ótimos restaurantes, seu centro histórico com a igreja, as ruas antigas de paralelepípedo, lojinhas charmosas e as galerias. A cidade te convida a caminhar e descobrir cada cantinho, cada detalhe.

Então, planeje para viajar na sexta-feira e chegue em Paraty na hora do almoço.

Se aceitar essa sugestão você vai se surpreender com a oferta de bons restaurantes na cidade. Vou te ajudar a escolher um para você não ter nem o trabalho de procurar.

O restaurante Banana da Terra é famoso e sofisticado para um almoço em grande estilo. Experimente o arroz negro com camarões flambados na cachaça ou a posta de robalo com crosta de pimenta e pupunha. Você não vai se arrepender.

Camarão com arroz negro - imagem do site do restaurante

Camarão com arroz negro – imagem do site do restaurante

Se preferir algo fora do centro histórico vá comer o ravióli de taioba e o ceviche do Le Gite D’Indaiatiba que fica num lugar lindo cercado de mata atlântica. Você chega até ele pela Rio Santos no km 558. Se for com as crianças como eu, leve roupa de banho e não deixe de tomar um banho de cachoeira enquanto os pratos são preparados.

Depois do almoço, ande pelas ruas do centro histórico para fazer a digestão, como eu havia comentado.

paraty

Se for com crianças, elas ficarão ansiosas para chegar logo e conhecer o veleiro. Então, faça como nós, no final da tarde vá até a Marina do Engenho onde fica o escritório da Wind Charter para o pessoal te levar até seu veleiro.

Vitoria e Giovana no Veleiro

As Laranjinhas no Veleiro

Vou contar sobre alguns detalhes do barco.

Os veleiros tem cozinha e você é o responsável pelas compras e refeições a bordo. Isso foi o que nós fizemos, mas há a opção de contar para o pessoal da Wind Charter suas preferências e eles providenciam tudo.

Cozinha do veleiro

Cozinha do veleiro

Mesmo comprando tudo, o nosso skipper (o capitão, velejador), o Beto, foi responsável por uma refeição especial. Vou te contar mais adiante.

A dica aqui é programar direitinho cada refeição. Para o jantar de sexta-feira, decida antes se você vai comer a bordo ou aproveitar os restaurantes em terra. Programe o café da manhã de sábado e domingo a bordo, o almoço e o jantar de sábado e o almoço de domingo. Caso não queira se preocupar com as compras do almoço de sábado e domingo, você pode optar pelos restaurantes espalhados pelas ilhas da baía, como nós fizemos e indicamos.

Se preferir pode fazer um churrasco. Sim, os veleiros tem churrasqueira!

Não se esqueça dos aperitivos e bebidas. Eu comprei gelo na Marina, o que ajudou as bebidas a gelarem mais rápido.

Dadas as dicas do que fazer antes de embarcar, vamos à nossa viagem a bordo!

Como eu comentei, embarcamos no final da tarde de sexta feira no veleiro Zimbros, modelo Delta 36, de 36 pés, fabricado pelo estaleiro Delta.

Veleiro Zimbros em Paraty

Veleiro Zimbros em Paraty

Conhecemos o veleiro, suas instalações e facilidades. Deixei as compras na cozinha e fui curtir as descobertas com as meninas.

A parte externa foi rápida, demos uma volta e, como o veleiro estava ancorado, algumas partes dele estavam cobertas.

A área interna foi mais divertida de conhecer. As meninas escolheram a cabine delas em um minuto e começaram a desvendar os armários, gavetas, cada canto. Acabaram descobrindo que a mesa abaixa e junta com os assentos, se transformando em uma cama de casal entre as cabines.

Ao mesmo tempo que foram entendendo como o veleiro funciona, começaram as inúmeras perguntas. Fui tentando responder e comecei a organizar as compras na cozinha.

Minha esposa ajeitou as roupas nos armários das cabines, vale mais um toque aqui. Leve mochilas maleáveis, não leve aquelas malas rígidas porque elas vão pegar muito espaço no veleiro já que não cabem nos armários.

O Zimbros tem duas cabines com camas de casal e a mesa que se transforma em uma outra cama de casal localizada onde seria a sala entre as cabines, como comentei acima.

Foi nessa cama entre as cabines que o Beto, nosso skipper, dormiu.

Interior do veleiro

Interior do veleiro

Depois de explorar o veleiro comecei a fazer o jantar, uma massa bem fácil com alguns aperitivos. As meninas subiam e desciam a escada que é o acesso entre a parte interna e a externa sem parar.

Cama casal na cabine do veleiro

Cama casal na cabine do veleiro

Depois de explorar o veleiro comecei a fazer o jantar, uma massa bem fácil com alguns aperitivos. As meninas subiam e desciam a escada que é o acesso entre a parte interna e a externa sem parar.

Elas não decidiam se queriam ficar dentro e praticamente brincar de casinha ou ficar fora e acompanhando o movimento dos outros barcos na marina.

Não estava calor e só fomos para fora depois de jantar. Vimos casais e famílias embarcarem em outros veleiros, turmas de mergulho embarcando nos barcos das escolas e fomos dormir.

No sábado acordamos cedo e coloquei a mesa do café com muita coisa gostosa que eu tinha levado.

Tomamos o café na expectativa da chegada do nosso “capitão”, o skipper, que pilota o veleiro e do check-in com o pessoal da Wind Charter.

Logo depois que acabamos o café, o pessoal chegou e conhecemos o Beto, o nosso skipper. Uma pessoa cheia de histórias que conhece muito bem a região e que tornou nosso final de semana mais interessante e divertido.

O staff da Wind Charter faz uma checagem de cada item do veleiro para ter certeza que não está faltando nada e que os equipamentos estão funcionando.

O check-in não demora muito e logo estávamos saindo da marina bem devagar, um momento de euforia para as meninas que esperaram muito por isso.

Essa hora foi a minha vez de perguntar muitas coisas e tirar dúvidas com o Beto. Eu quis saber sobre o veleiro, o mercado desses barcos, a marina, nosso roteiro, onde dormiríamos e tudo mais. A Vitória aproveitou que eu estava fazendo as perguntas e logo emendou mais algumas sobre a Mata Atlântica.

O Beto, com a tranquilidade de um velho marinheiro, foi respondendo uma a uma das questões e muitas vezes as respostas eram histórias que contextualizaram com o lugar e a paisagem onde estávamos navegando.

Casa em Paraty

Algumas vezes, o Beto explicou parte da história de Paraty e do Brasil, que as meninas já tinham estudado na escola. Foi uma aula in loco.

Navegamos para longe da marina e do centro histórico de Paraty. A paisagem foi ficando cada vez mais espetacular. O verde da água cristalina se encontra com o verde intenso da mata atlântica das encostas cobertos com céu azul e nuvens brancas.

Paraty Rio de Janeiro

O veleiro só balança quando alguma lancha potente passa perto. Navegar na baía de Paraty é uma tranquilidade. Esse possível problema de navegar e o barco ou veleiro balançar e causar enjoo, foi uma das coisas que mais me perguntaram depois que as minhas primeiras fotos e vídeos foram publicados no Instagram. A resposta é essa! A Baía de Paraty é protegida por montanhas por todos os lado, a água fica muito calma e o veleiro não balança.

Depois de navegar por cerca de 3 horas na manhã de sábado pedi uma sugestão de restaurante para o Beto. Ele me falou de alguns, mas aproveitamos que estávamos perto do restaurante Paixão do Vivinho que fica na enseada do Saco da Velha e ficamos por lá. O restaurante é bem simples, mas tradicional e conhecido pelos donos de barcos e de quem costuma navegar por ali, já que foi inaugurado em 1985. Sentamos em um deck que fica sobre enormes pedras com mesas amarelas de plástico. O ponto forte do restaurante é a pequena praia com água calma e cercada de uma mata linda onde as crianças podem brincar e se divertir. Não deixe de ver a gruta formada pelas pedras e não esqueça a máscara e o snorkel para mergulhar em volta da praia.

Restaurante Paixão do Vivinho do veleiro

Restaurante Paixão do Vivinho

Restaurante Paixão do Vivinho

Como eu comentei o restaurante é simples. Comemos uma porção de lula e uma de isca de peixe. Nada de muito especial, o que encanta mesmo é tomar uma cerveja gelada ou uma caipirinha com a vista da linda enseada.

Isca de peixe e Lula do restaurante Paixão do Vivinho

Isca de peixe e Lula do restaurante Paixão do Vivinho

Para chegar lá as Coordenadas Geográficas são: 23º 12′ 53” S / 44º 37′ 34” O

Ao voltarmos para o veleiro, o Beto nos contou que a temporada do camarão havia acabado de começar. E aproveitamos a parada no restaurante para comprar camarões de pescadores que moram na mesma enseada do restaurante e tinha acabado de chegar com a pesca.

Saímos da enseada do Saco da Velha circulamos a Ilha do Algodão, fomos até o Saco do Mamanguá que é considerado um fiorde tropical. Um lugar que é obrigatório você conhecer por sua beleza. Essa área do Saco do Mamanguá ficou conhecida internacionalmente quando em uma das casas de lá foi gravada uma das sequências da saga Crepúsculo.

Depois de navegar bastante, o final da tarde foi se aproximando e nós navegamos para a Enseada de Paraty-Mirim onde fica a Ilha da Cotia ou da Cutia, achei o nome da ilha escrito dos dois jeitos.

A Ilha da Cotia é considerado um dos melhor pontos de ancoragem do Brasil, ou seja, um dos melhor lugares para “estacionar” o veleiro para dormir. Fora ser esse lugar especial e protegido, a ilha possui uma pequena praia com água cristalina que fez a alegria das meninas. Esse ponto é muito disputado, vimos muitos veleiros chegando para passar a noite lá. O Beto me contou que no verão fica super lotado.

Ilha da Cotia com veleiros em

Ilha da Cotia Paraty

Ilha da Cotia, Paraty

A noite a bordo foi uma bagunça deliciosa, o Beto fez os camarões frescos que compramos no bafo, apenas com sal. Deliciosos e tenros. Comemos até não aguentar mais e ficamos vendo os outros barcos até o sono chegar na parte de fora do veleiro.

No domingo bem cedo fiz questão de acordar para ver o sol nascer naquele pedaço de paraíso. Deixei a câmera filmando o sol subir atrás de uma das montanhas para te mostrar. Veja no final do filme acima.

Depois que todo mundo acordou, tomamos café e fomos conhecer piscinas naturais, nadamos entre as pedras, vimos muitos tipos de peixes nas paradas que o Beto sugeriu.

praia Ilha da Cotia

Giovana As Laranjinhas

Na hora do almoço, fomos para a Ilha do Algodão onde, escondido atrás de enormes palmeiras, fica o Restaurante do Hiltinho.

Um barco de apoio do restaurante nos pegou no veleiro e encaramos a escada ingrime até a casa antiga e bem conservada onde funciona o restaurante.

Restaurante do Hiltinho fachada

Logo ao chegar ficamos boquiabertos com a beleza da vista para baía e só depois de alguns minutos consegui reparar na decoração da casa e do restaurante. A casa é cheia de obras de artes feitas por artistas locais, mas é difícil tirar os olhos do mar.

Sentamos na varanda e pedimos postas de robalo com arroz. As meninas tomaram suco natural de laranja e curtimos muito o tempo que ficamos lá. Veja as fotos que eu fiz do restaurante e dos pratos.

Prato isca Hiltinho

Restaurante do Hiltinho prato

Restaurante do Hiltinho suco

Restaurante do Hiltinho

Restaurante do Hiltinho caixa

Restaurante do Hiltinho, Ilha do Algodão, Paraty/RJ
Coordenadas Geográficas: S: 23º 12′ 8″ – W: 44º 36′ 23″
Fone: (24) 3371 1488 – Horário de funcionamento: Sex a Dom das 11 às 17h
Atenção – Não aceitam cartões

praia deserta

Saímos de lá e navegamos mais um pouco pela região antes de começar a voltar devagar reparando nas casas e ouvindo as histórias do Beto.

Foi um final de semana delicioso a bordo, uma experiência e tanto. Recomendo!

praia deserta

Valor para alugar um veleiro em Paraty:

R$ 1.200 a diária na alta e R$ 900 na baixa!

Alta de dezembro a março.
Baixa de março a setembro.
Média de final de setembro a final de novembro!

Acompanhe a Wind Charter nas redes sociais que eles sempre divulgam as promoção.

Agradecemos o convite a Wind Charter!



10 comments

  1. Tamar 17 agosto, 2018 at 09:50 Responder

    Esqueceu de comentar, os valores desses passeios / veleiro, seria bom para termos uma ideia de gastos para podermos tbm nos programar.

    • Marcio Nel Cimatti 21 agosto, 2018 at 09:04 Responder

      Seguem os Valores para alugar um veleiro em Paraty:

      R$ 1.200 a diária na alta e R$ 900 na baixa!

      Alta de dezembro a março.
      Baixa de março a setembro.
      Média de final de setembro a final de novembro!

      Acompanhe a Wind Charter nas redes sociais que eles sempre divulgam as promoção.

  2. Nubia 18 agosto, 2018 at 09:38 Responder

    Lugar paradisíaco! Conheço muito bem esta trilha . Temos um barco na Marina de Paraty e este é o nosso passeio todos os verões. São 365 ilhas no total , uma pra cada dia do ano . Os restaurantes não são caros . Não sei o passeio de veleiro . Mas vale muito a pena conhecer. Quem conhece, se apaixona e volta sempre .

    • Marcio Nel Cimatti 21 agosto, 2018 at 09:05 Responder

      Oi Marco,

      Seguem os Valores para alugar um veleiro em Paraty:

      R$ 1.200 a diária na alta e R$ 900 na baixa!

      Alta de dezembro a março.
      Baixa de março a setembro.
      Média de final de setembro a final de novembro!

      Acompanhe a Wind Charter nas redes sociais que eles sempre divulgam as promoção.

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